Quê que a gente faz? Concertino para violão, orquestra de cordas e sons pré-gravados, de Jorge Antunes
solista: Alvaro Henrique
Orquestra de Cordas da UFRJ
regente: Cláudio Cruz

A partir desta sexta, 20 de janeiro, nas plataformas de streaming pelo link https://ffm.to/quequeagentefaz

Em 22 de janeiro de 2012, a Polícia Militar de São Paulo e a Guarda Civil Metropolitana da cidade de São José dos Campos, invadiram a ocupação conhecida como Pinheirinho. A violenta desocupação da comunidade ficou conhecida como
“Massacre do Pinheirinho”. Um repórter estava junto à comunidade no momento da invasão e gravou os sons de tiros, bombas e gritos do povo e das crianças. “Quê que a gente faz?”, foi uma das frases gritadas, repetidas vezes, por uma mulher que tentava proteger seus filhos. A inflexão é cromática e descendente. É com essa célula melódica que Jorge Antunes desenvolve seu concertino para violão e orquestra de cordas. Na parte intermediária da obra, o compositor usa trecho da gravação sonora dos momentos dramáticos da invasão.

A obra “Quê que a gente faz? Concertino para violão, orquestra de cordas e sons pré-gravados” foi encomendada pela Funarte, para estreia na XX Bienal de Música Brasileira Contemporânea. Na composição Antunes abraça, mais uma vez, sua
habitual atitude de preocupação com a justiça social. Ele escreveu uma obra engajada politicamente, protestando contra a truculência dos donos do poder no Brasil, que sempre agem em favor dos ricos e, reprimindo a luta dos pobres e mais fracos.

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