Neste segundo programa sobre músicas que mudaram a história da música, vamos dar destaque ao século XX que, pela maior quantidade de informação, pela expansão da música clássica no mundo, e pelos processos de ruptura que marcaram esse período, tiveram um número maior de músicas que, sozinhas, mudaram para sempre a história da música.

Arnold Schoenberg, em Drei Klavierstücke, Op. 11 (Três Peças para piano), inicia uma nova possibilidade de organizar os sons fora do sistema tonal, que já há muito tempo era visto como uma prisão para a criatividade;
Igor Stravinsky, em Le Sacre Du Printemps (A Sagração da Primavera) transforma ritmo, timbre e outros recursos, como o uso de mais de uma tonalidade ao mesmo tempo, em uma opção possível para expandir o sistema tonal;
John Cage, em várias obras, entre elas 7 Haiku demonstrou que o máximo da música calculada e cerebralista soa igual a uma música criada pelo acaso, encerrando esse capítulo do experimentalismo no século XX;
Pierre Schaeffer, ao lado de Pierre Henry, começa a fazer música com sons não-musicais, como o ruído de um trem;
Steve Reich, após dominar a forma de compôr criada por Schaffer para criar música com sons não-musicais e adaptá-la a instrumentos musicais, gesta o movimento de vanguarda mais popular e bem-sucedido do século XX, o Minimalismo;
Karlheinz Stockhausen, em Studie II, abre caminho para toda a música criada a partir de computadores;
Luciano Berio, na sua Sinfonia, pavimenta o caminho para a mistura de linguagens como elemento unificador de uma obra musical;
Frederich Gulda, no seu Concerto para Violoncelo, legitima uma forma de compôr à maneira erudita, com espírito da música popular.

Todos os programas em https://soundcloud.com/alvarohenrique/sets/bravo

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