Para onde a música clássica vai? Quais as tendências que ela pode perseguir? Como será a música que ouviremos daqui a 20 anos? Vamos falar um pouco sobre essas possibilidades.

No programa anterior, falamos do nacionalismo, da “Nova Complexidade”, e da “Nova Simplicidade”. Agora vamos contextualizar essas três tendências na produção musical brasileira, ao som de Dimitri Cervo (Toronubá), Ernest Mahle (Concertino para Viola de Cocho e Orquestra), e Arthur Kampela (Estudo Percussivo nº 1). Esses são alguns dos compositores que têm escrito música nas tendências que mencionamos no programa anterior.

Vamos falar também de uma quarta tendência, que considero a mais promissora de todas: o poli-estilismo. Essa forma de compôr consiste em mesclar numa mesma composição elementos de vários estilos de época, fazendo com que uma música reflita a experiência atual de ouvir um recital, concerto, ou mesmo a playlist no seu celular – com músicas de diversos estilos de época numa mesma noite. Conheça uma das obras-primas do poli-estilismo, as Variações Sobre “O Povo Unido Jamais Vencido”, de Frederic Rzewski. A obra, baseada no conhecido tema usados nos protestos a favor da manutenção do presidente chileno Salvador Allende no poder, emprega vários estilos de época em cada variação.

Todos os programas em https://soundcloud.com/alvarohenrique/sets/bravo

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